Daniel Pardal

Acho que a primeira coisa que pintei foram as paredes do útero da minha mãe e desde quando saí de lá segui fazendo colagens, escrevendo, pichando a escola, a rua. Meu estilo de arte ganhou mais consistência no último ano - comecei a desenhar com a intenção de ver algo meu no mundo. Deixei a Adobe um pouco de lado e fui sujar minha mão com tinta. Gosto do irreal e do abstrato, de artistas que criam com este veio. Eles sempre foram parte das minhas referências.

Estilo: Nosense | Abstrato | Surrealismo

SOBRE AS OBRAS UMANOS Um agrupamento de raças que assim tornam-se seres universais um “umano” é um humano universal que perdeu o H de homem; ele deixou de ser um elemento secundário, sem vida autônoma deixou de ser afixo; deixou de se agregar com radicais e temas; ele se derivou, como o latim aceitou o que é incomum e agora é um “umano” despreso - solto seria o correto; descobriu que não podia mais ter uma identidade limitada. Como a lemniscata, agora é uma forma sem começo, nem fim num movimento circular de inversão; de conjunção do que existe e o que se sonha. Passo pelo incompatível quando falo do onírico, passo pelo surrealismo quando trago eles para realidade no contexto do absurdo. É isso que represento.